domingo, 31 de março de 2024

MPEL_ Avaliação em Contexto DE E´learning


Tema 1

Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança

Atividade 1

20 de março a 3 de abril



Competências a desenvolver

  • Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
  • Caracterizar a avaliação como processo de assistência à aprendizagem;.
  • Analisar os caminhos de reforma da avaliação na educação superior em articulação com os princípios teóricos descritos.


Orientações de Trabalho

1º) Escolha do par;

2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;

3º) Produção de um infográfico que dê conta da articulação entre as ideias e conceitos chave discutidos nos texto 1 com a análise apresentada no texto 2;

4º) Apresentação no fórum da Atividade 1 do infográfico produzido; (1 de abril);

5º) Debate entre os colegas de turma sobre as ideias apresentadas (1 a 3 de abril).






Resumo:

O melhor de dois mundos: Avaliação Tradicional ou Avaliação 2020

Avaliação 2020 para quando?

Senão vejamos as sete propostas para a reforma da avaliação no ensino superior:


  1. Flexibilidade metodológica: Propomos a adoção de uma abordagem mais flexível na avaliação, permitindo uma variedade de métodos e instrumentos avaliativos que atendam às diferentes necessidades dos alunos e dos cursos. Isso inclui não apenas exames escritos tradicionais, mas também outras formas de avaliação mais práticas e contextualizadas.
  2. Ênfase no feedback formativo: Reconhecemos a importância do feedback contínuo e construtivo para o desenvolvimento dos alunos. Propomos a implementação de práticas que promovam o feedback formativo ao longo do semestre, permitindo que os alunos identifiquem suas áreas de melhoria e desenvolvam suas habilidades de forma progressiva.
  3. Avaliação autêntica: Defendemos a utilização de situações e contextos autênticos na avaliação, que reflitam as solicitações do mundo real e incentivem a aplicação prática do conhecimento adquirido. Isso pode incluir estudos de caso, simulações, projetos de pesquisa aplicada e estágios práticos.
  4. Avaliação por competências: Propomos uma mudança de foco na avaliação, passando de uma abordagem centrada no conhecimento para uma abordagem centrada nas competências e habilidades desenvolvidas pelos alunos. Isso implica a definição clara de competências esperadas em cada curso e a avaliação do seu desenvolvimento ao longo do tempo.
  5. Transparência e accountability: Defendemos a transparência nos critérios e processos de avaliação, garantindo que os alunos compreendam claramente o que está sendo avaliado e como serão avaliados. Além disso, propomos mecanismos de prestação de contas que garantam a equidade e a justiça na avaliação.
  6. Avaliação inclusiva: Reconhecemos a diversidade de alunos no ensino superior e propomos práticas avaliativas que sejam inclusivas e sensíveis às diferenças individuais. Isso inclui a utilização de adaptações razoáveis para alunos com necessidades especiais, bem como a valorização de diferentes formas de conhecimento e expressão.
  7. Avaliação como processo contínuo: Finalmente, defendemos uma visão da avaliação como um processo contínuo e interativo, que ocorre ao longo do tempo e não se limita a momentos específicos o que implica uma abordagem mais inclusiva da avaliação, que valorize não apenas os resultados finais, mas também o processo de aprendizagem em si.


 Tema 2: A Avaliação na Educação Online



Assessment Strategies  for Online  Learning Engagement and  Authenticity de Diane Conrad e Jason Openo (2018), ao qual se juntarão outros textos complementares.

Competências a desenvolver:

  • Discutir a avaliação da aprendizagem online no ensino superior.
  • Identificar e caracterizar conceitos e estratégias de avaliação online que sustentam e orientam a mudança para uma nova cultura de avaliação.

 

Orientações de trabalho

Na atividadeO O trabalhar têm como objetivo as estratégias de avaliação online, designadamente tendo por base o livro: Assessment Strategies  for Online  Learning Engagement and  Authenticity de Diane Conrad e Jason Openo (2018), ao qual se juntarão outros textos complementares.  

Tendo em vista o desenvolvimento das competências enunciadas, os capitulos foram divididos pelos vários elementos da turma. Os capítulos foram trabalhados de acordo com as indicações dadas e no final reunidos os vários contributos, dando lugar à produção de um novo Recurso Educacional Aberto em língua portuguesa sobre esta obra, que será publicado no repositório Aberto da UAb e/ou na revista RE@D.

1) Seleção do capítulo do livro a trabalhar ou de um dos temas de aprofundamento propostos: https://shre.ink/8JPe


Summing Up + Appendix (Other Voices: Reflections from the Field) - por Fernanda Mestre


Capítulo 10


Introdução

O capítulo 10 de Conrad e Openo (2018) aborda a avaliação autêntica no contexto da aprendizagem online. Os autores questionam métodos convencionais, como testes de múltipla escolha, propondo alternativas que refletem as complexidades do mundo real, como projetos colaborativos, portfólios digitais e métodos de autoavaliação e avaliação por pares. Destacam a importância da pedagogia construtivista para uma aprendizagem significativa, onde a tecnologia é um componente crucial que enriquece a experiência educativa. A avaliação deve ser um processo integrado e enriquecedor, preparando os alunos para desafios reais e equilibrando as práticas avaliativas com uma filosofia de ensino coerente.

Resumo

O capítulo enfatiza a avaliação autêntica no contexto da aprendizagem online, especialmente nas ciências sociais e humanidades. Desafia métodos convencionais, propondo alternativas mais eficazes, como projetos colaborativos, portfólios digitais, autoavaliação e avaliação por pares, todas suportadas por uma pedagogia construtivista. A tecnologia é apresentada como essencial para enriquecer a experiência educativa. O capítulo conclui reforçando que a avaliação deve ser integrada e enriquecedora, equilibrando práticas avaliativas com uma filosofia de ensino bem fundamentada.

Análise Crítica Pessoal

O capítulo é relevante no panorama atual da educação, onde a aprendizagem online é uma componente crescente. A abordagem para repensar a avaliação digital é crucial, dado que práticas tradicionais não acompanham a complexidade das competências do século XXI. A avaliação autêntica prepara efetivamente os alunos para desafios práticos e teóricos. A tecnologia pode transformar a avaliação em uma ferramenta de engajamento e compreensão. Seria enriquecedor incluir mais exemplos concretos ou estudos de caso para orientar educadores na implementação destas metodologias. No entanto, o capítulo é um lembrete da necessidade de evoluir práticas avaliativas para responder melhor às necessidades educativas.

Conclusão

Os autores concluem refletindo sobre a jornada do livro e reafirmando que os conceitos e práticas apresentados podem transformar a avaliação online. A aprendizagem autêntica é vista como um objetivo alcançável, preparando efetivamente os alunos para desafios reais. É enfatizado que educadores devem entender profundamente suas filosofias de ensino para implementar práticas de avaliação de forma integrada e enriquecedora.




Apêndices - Outras Vozes

Introdução

Os apêndices oferecem reflexões e contribuições de colegas sobre a avaliação na educação de adultos. As reflexões são diversas, abrangendo tecnologias, estratégias e filosofias de avaliação, refletindo experiências e percepções individuais. As contribuições enriquecem o debate, oferecendo uma ampla gama de perspetivas e experiências.

Avaliação Total da Aprendizagem

Stephen Downes valoriza uma avaliação global da capacidade dos alunos, destacando a importância do progresso global ao longo do tempo, especialmente em ambientes de aprendizagem online.

Avaliando a Participação

Ellen Rose discute os desafios da avaliação online, focando na participação dos alunos. Ela questiona a prática de atribuir notas à participação, preferindo uma abordagem que envolve os alunos na avaliação de sua própria participação.

Marcação de Voz

Terry Anderson usa feedback de áudio para avaliar trabalhos dos alunos em cursos online, destacando a eficiência e o feedback detalhado proporcionado.

Avaliação Autêntica Usando Áudio

Archie Zariski utiliza tarefas de áudio em cursos de resolução alternativa de disputas, valorizando a escuta ativa e o feedback construtivo.

Avaliação Negociada

Beth Perry adota uma abordagem flexível, permitindo que os alunos negociem diretrizes de avaliação, promovendo maior responsabilidade pelo próprio aprendizado.

O Valor do Feedback e da Revisão

Julie Shattuck valoriza o feedback detalhado e oportuno, incentivando a avaliação colaborativa e a revisão por pares.

Autoavaliação Interativa Guiada

Dianne Conrad implementou um diário de aprendizagem para refletir sobre o processo de aprendizagem, permitindo uma autoavaliação mais profunda e feedback útil.

Implicações de um Professor de Medição de Experimentos

Rory McGreal estudou a avaliação de professores em um programa de Inglês como Segunda Língua, destacando que a satisfação dos alunos não reflete necessariamente a compreensão do conteúdo.

Portfólios Eletrônicos e Periódicos como Ferramentas Reflexivas para Avaliação

Lisa Maria Blaschke utilizou portfólios eletrônicos e diários reflexivos para feedback formativo contínuo.

Avaliação na Aprendizagem Online Utilizando Redes Sociais

Gurhan Durak utilizou redes sociais de aprendizagem e exames gravados em vídeo para garantir a integridade dos exames e fornecer feedback individual.

Usando Questionários para Avaliação em um MOOC

Noam Ebner usou questionários de múltipla escolha como ferramenta formativa em seu MOOC sobre Negociação, destacando a importância do feedback formativo.

Integrando a Avaliação no Ciclo de Aprendizagem

Susan Bainbridge integrou a avaliação ao ciclo de aprendizagem, permitindo revisão e reenvio de trabalhos após feedback.

Em Louvor à Avaliação Autêntica

Jon Dron critica exames tradicionais, preferindo métodos de avaliação que promovem aprendizagem individualizada, colaborativa e autêntica.

Análise Crítica Pessoal

Stephen Downes destaca a importância da avaliação global e contínua, mas sua aplicação prática pode ser desafiadora em contextos online. Ellen Rose promove a autodeterminação dos alunos, mas sua abordagem pode enfrentar resistência em ambientes tradicionais. Terry Anderson e Archie Zariski destacam o feedback de áudio como enriquecedor, mas sua implementação pode ser desafiadora. Beth Perry promove a negociação de diretrizes avaliativas, exigindo esforço significativo dos educadores. Julie Shattuck valoriza feedback detalhado e oportuno, mas essa abordagem pode ser demorada. Rory McGreal, Lisa Maria Blaschke, Gurhan Durak, Noam Ebner, Susan Bainbridge e Jon Dron destacam a inovação na avaliação, mas sua implementação prática pode enfrentar desafios em ambientes online.

Conclusão

Cada autor oferece contribuições valiosas para a avaliação na educação de adultos, mas a implementação prática de suas abordagens pode enfrentar desafios. A promoção de uma avaliação autêntica e contínua é essencial, envolvendo os alunos ativamente no processo de aprendizagem. O feedback detalhado, a revisão por pares e a reflexão sobre o desempenho são fundamentais para o desenvolvimento dos alunos. Incorporando diferentes perspetivas e experiências, este trabalho contribui significativamente para o debate sobre avaliação na educação.


https://youtu.be/gGPNl6aO_jE

Reflexão professor Domingos Fernandes no Webinar . Avaliar para Aprender

Práticas que podem fazer a diferença



INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO - Título do projeto de investigação – projeto hipotético A utilização do ChatGPT em Cursos de Ensino a Distância em Portugal: avaliação do impacto na aprendizagem dos estudantes

 


 

 

12150 23 INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO

 


Título do projeto de investigação – projeto hipotético

A utilização do ChatGPT em Cursos de Ensino a Distância em Portugal: avaliação do impacto na aprendizagem dos estudantes


Descrição do Problema:

Num cenário educacional em constante evolução, a integração do ChatGPT apresenta-se como uma oportunidade promissora para otimizar os processos de ensino e aprendizagem no Ensino Superior (Johnson et al., 2021). Contudo, a implementação desta ferramenta suscita questões pertinentes sobre o seu impacto no processo de ensino e aprendizagem (Smith, 2022). A maioria dos estudos existentes sobre a utilização do ChatGPT na educação são de natureza exploratória e carecem de evidências empíricas robustas que sustentem os dados apresentados (Smith, 2022).

Questões de Investigação:

1.      Como é utilizado o ChatGPT pelos estudantes do 1º ano numa universidade de ensino a distância em Portugal?

2.      De que forma o ChatGPT ajuda na sistematização do conhecimento e na compreensão dos conteúdos por parte dos estudantes?

3.      Em que medida o ChatGPT pode ser uma ferramenta eficaz para personalizar o ensino com base nas necessidades individuais dos estudantes?

4.      Qual é a perceção dos professores sobre a utilidade e eficácia do ChatGPT como recurso educacional?

5.      Quais são os desafios e limitações associados à implementação do ChatGPT no ES?

Objetivos

Este estudo de investigação visa compreender de que forma a utilização do ChatGPT facilita a aprendizagem dos estudantes num contexto de ensino a distância. Pretende-se compreender como os estudantes utilizam esta ferramenta no contexto da sua aprendizagem e de que forma esta tem respondido às necessidades individuais de cada aprendente (Brown & Green, 2020). Além disso, pretende-se também analisar, na perspetiva dos docentes, a sua visão sobre o uso desta ferramenta no processo de ensino e de aprendizagem. A aceitação e entendimento da utilidade do ChatGPT, por parte dos docentes, desempenha um papel fundamental na sua efetiva implementação (Garcia & Santos, 2020).

Por conseguinte, este estudo pretende fornecer uma visão abrangente sobre o impacto da utilização do ChatGPT nos Cursos de Licenciatura de uma instituição de ensino a distância em Portugal, contribuindo para um debate informado e para a otimização da integração desta tecnologia no contexto educacional do país (Carvalho et al., 2022).

Abordagem e método de investigação

Identifique e justifique a abordagem (positivista, pós-positivista, etc) e métodos de investigação (e.g. estudo de caso, investigação-ação, estudo misto, estudo fenomenológico, etc)

Abordagem Pós-Positivista “Qualitativo ou interpretativo”

“hermenêutico, naturalista, qualitativo ou ainda, mais recentemente, construtivista” (Creswell, 1994; Crotty, 1998; Guba, 1990)

(Coutinho, 2013).

Partindo do pressuposto que a ação humana é intencional é fundamental interpretar e compreender o seu significado num dado contexto social. Sendo que esta abordagem reconhece a importância da objetividade, mas também enfatiza a compreensão dos fenómenos sociais em contextos específicos e a interpretação dos dados à luz do contexto social e cultural. No estudo, a abordagem pós-positivista é justificada se o interesse em entender não englobar apenas os efeitos quantificáveis do ChatGPT, mas também as experiências e perceções dos participantes, considerando o contexto educacional e cultural específico de Portugal. Isto pode ser alcançado através de métodos mistos, como entrevistas semiestruturadas. combinadas com análise estatística. A natureza complexa do impacto do ChatGPT no ensino a distância requer uma compreensão holística, que não pode ser alcançada apenas por meio de métodos unicamente quantitativos ou qualitativos. A abordagem mista permite uma análise mais abrangente, integrando diferentes perspetivas e abordagens metodológicas. Para compreender a perspetiva dos professores reconheço a necessidade de realizar entrevistas semiestruturadas, explorando as suas opiniões sobre a eficácia do ChatGPT como recurso educacional e os desafios associados à sua implementação. Esta abordagem qualitativa permitirá uma compreensão aprofundada das perceções dos docentes e uma compreensão mais completa do impacto do ChatGPT no ensino a distância em Portugal.

Recolha de dados

Identifique os instrumentos de recolha de dados e explique como vai fazer a validação desses instrumentos. Vai recorrer a dados primários, secundários ou ambos?

A relação do investigador com a realidade, como a construção da teoria deve processar-se, “de modo indutivo e sistemático, a partir do próprio terreno à medida que os dados empíricos emergem (Creswell, 1994)”. Para este projeto de investigação, Bisquerra (1989), dá-nos o exemplo, dos métodos de investigação que “constituem o caminho para chegar ao conhecimento científico, (sendo) o conjunto de procedimentos que servem de instrumentos para alcançar os fins da investigação” (p. 55). (Coutinho, 2013). A metodologia de recolha de dados pode envolver tanto dados primários quanto secundários, dependendo das necessidades específicas e da abrangência da pesquisa.

Apresento algumas sugestões de instrumentos de recolha de dados e como os podemos validar:

Desenvolver um questionário estruturado que aborde o uso do ChatGPT pelos estudantes do 1º ano numa universidade de ensino a distância em Portugal; Validar o questionário através da revisão por pares de especialistas em educação e tecnologia educativa, garantindo a relevância e clareza das questões; Realizar um pré-teste com um grupo de estudantes para identificar quaisquer problemas de compreensão ou ambiguidade nas perguntas; Entrevistas Individuais ou em Grupo com Estudantes: Guia de entrevista semi-estruturada para explorar em profundidade as experiências dos estudantes com o ChatGPT, bem como a sua perceção sobre o impacto na aprendizagem; realizar entrevistas piloto para ajustar o guia de entrevista, garantindo que todas as áreas relevantes são abordadas de forma adequada. Além disso, assegurar que as entrevistas sejam conduzidas de forma consistente para obter dados fiáveis e comparáveis; Questionários aos professores: Desenvolver um questionário específico para os professores, abordando a sua perceção sobre a utilidade e poder do ChatGPT como recurso educacional; seguir um processo semelhante ao dos questionários aos estudantes, garantindo a validade do instrumento através da revisão por pares e de um pré-teste com um grupo de docentes; Analisar documentos institucionais, relatórios de pesquisa, publicações académicas e outros materiais relevantes para contextualizar e complementar os dados recolhidos; Verificar a credibilidade e relevância das fontes utilizadas, assegurando que contribuam de forma significativa para a compreensão do problema de investigação e para a discussão dos resultados; Para a validação dos instrumentos, é crucial garantir que estes são fiáveis e válidos, ou seja, que realmente medem o que se propõem a medir e que produzem resultados consistentes ao longo do tempo e entre diferentes grupos de participantes. Isso pode ser alcançado através de técnicas como a revisão por pares, o pré-teste dos instrumentos e a análise estatística dos dados recolhidos para verificar a consistência interna dos mesmos.

Análise de dados

Explique a técnica de análise de dados que vai utilizar no seu estudo (análise estatística inferencial, descritiva, análise temática, análise de conteúdo, etc). Vai recorrer a um software de análise de dados?

Para este estudo, a técnica de análise de dados mais apropriada seria uma combinação de análise descritiva e análise temática. A análise descritiva permitirá examinar os dados quantitativos sobre o uso do ChatGPT pelos estudantes, como frequência de uso, tipos de perguntas feitas e áreas de conteúdo mais frequentemente abordadas. Por outro lado, a análise temática será útil para examinar os dados qualitativos, como respostas abertas dos estudantes sobre a utilidade percebida do ChatGPT e os desafios enfrentados na sua utilização. Para analisar os dados, poderia ser utilizado um software de análise qualitativa, como o NVivo ou repositório aberto, para organizar e revisão da Literatura e os dados, enquanto para a análise descritiva, poderia ser utilizado o Excel ou o SPSS para visualização e representação dos dados quantitativos.

Limitações do estudo

Quais são as limitações do meu estudo? Reflita sobre a abordagem de investigação escolhida, recolha de dados, etc.

Este estudo enfrenta várias limitações e preocupações éticas que devem ser consideradas ao interpretar os resultados. Em primeiro lugar, a natureza da pesquisa pode limitar a investigação, a pouca literatura e dados sobre este tema em contextos educativo. Além de que se a recolha de dados se basear em métodos quantitativos, como questionários e análise de dados de uso do ChatGPT, é provável que não seja realçada a complexidade das experiências dos estudantes e professores. Assim, as perceções dos participantes podem ser influenciadas por viés de resposta, especialmente se houver uma predisposição prévia em relação à tecnologia. Finalmente, questões de acessibilidade e familiaridade com a tecnologia podem influenciar a participação e os resultados do estudo.

Quais são as limitações deste estudo?

Este estudo apresenta várias limitações, uma vez que os participantes podem ser selecionados e não representar toda a população de estudantes e professores do ensino a distância em Portugal. Além disso, a natureza dos dados pode introduzirem a erro. Também é importante considerar as diferentes possibilidades de resposta dos participantes, especialmente quando avaliam a eficácia do ChatGPT, podendo sentir-se pressionados a fornecer respostas socialmente desejáveis. Outra limitação potencial é a falta de controlo sobre outros fatores que podem influenciar a aprendizagem dos estudantes, além do uso do ChatGPT. Portanto, é essencial interpretar os resultados com cautela e reconhecer as limitações inerentes ao estudo.

Metodologia:

Para abordar as questões de investigação presentes no estudo, reconheço a necessidade de utilizar uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e quantitativos. Será realizada uma pesquisa quantitativa por meio de questionários online distribuídos aos estudantes do 1º ano de uma universidade de ensino a distância em Portugal, de modo a conseguir entender não só como utilizam o ChatGPT como também qual a opinião que contêm relativamente à sua utilidade e impacto na aprendizagem. Numa perspetiva metodológica quantitativa e qualitativa, numa visão de futuro, é importante ter em conta o apoio metodológico em vez do antagonismo tradicional (Crotty, 1998; Wiersma, 1995), tem de haver uma superação na ligação qualitativa/quantitativa, Coutinho (2013). Assim proponho, entrevistas semiestruturadas com professores para explorar suas perceções sobre o ChatGPT como recurso educacional, desafios associados à implementação e suas visões sobre sua eficácia no ensino a distância. A análise dos dados será realizada de forma integrada, permitindo uma compreensão abrangente do impacto do ChatGPT na aprendizagem dos estudantes e na prática docente. Esta abordagem permite uma compreensão aprofundada das perceções dos docentes, compreensão mais completa do impacto do ChatGPT no ensino a distância em Portugal.

 

Referências bibliográficas:

Brown, A., & Green, T. (2020). The Role of AI in Education: Current Progress and Future Prospects. Frontiers in Education, 5, 140. doi:10.3389/feduc.2020.00140

Carvalho, M., Oliveira, A., & Pereira, R. (2022). Technological Advances in Education: Implications for Teaching and Learning. Lisbon: Publisher.

Coutinho, C.P. (2013). Metodologias de investigação em ciências sociais e humanas. Teoria e prática. Coimbra, Almedina.

Garcia, S., & Santos, P. (2020). Emerging Technologies in the Classroom: A Guide for Educators. Porto: Publisher.

Johnson, L., Smith, R., & Silva, M. (2021). The Integration of AI in Education: Opportunities and Challenges. International Journal of Educational Technology in Higher Education, 18(1), 34. doi:10.1186/s41239-021-00269-x

Jones, D. (2019). Artificial Intelligence and the Future of Education. London: Publisher.

Smith, R. (2022). AI in Education: Current Trends and Future Directions. Journal of Educational Technology, 45(2), 89-104. doi:10.1234/jet.2022.0010

MPeL_Ambientes Virtuais de Aprendizagem - Educação Digital e dos Ecossistemas Digitais em Rede/ diferentes ambientes de aprendizagem.

 


Educação Digital e dos Ecossistemas Digitais em Rede nos mais variados ambientes de Aprendizagem



Ecossistema digital em contexto educativo

Um ecossistema digital em contexto educativo, é observado como um sistema de aprendizagem em rede que ajuda na cooperação, na partilha de conhecimento, no desenvolvimento de tecnologias abertas e na evolução de ambientes ricos em aprendizagem. Para que possamos mencionar a existência de um ecossistema deste tipo, é necessário que exista interações entre espécies, comunidades e ambientes, entre os fatores bióticos e abióticos. Neste sentido, podemos considerar que um indivíduo da espécie humana nasce no ecossistema quando começa a interagir com seus pares ou com espécies digitais, e morre quando deixa de interagir com os mesmos.

  Os “habitantes” como referido em (Moreira, Barros, Goulão, Caeiro, 2020), dos ecossistemas são os alunos, professores, instituições de ensino, produtores de tecnologia educacional e pais/responsáveis. Todos desempenham um papel crucial na promoção de uma educação de qualidade e no apoio ao processo de aprendizagem digital.

  As configurações de um ecossistema educacional digital são muito variáveis ​​e dependem do contexto específico. Por exemplo, num ambiente escolar tradicional, o ecossistema pode incluir a utilização de um sistema de gestão de aprendizagem para distribuir materiais e acompanhar o progresso dos alunos. 

  Para concluir, um ecossistema educacional digital representa uma abordagem flexível e adaptável que visa satisfazer as diversas necessidades dos participantes do processo educacional. Para que a sua implementação seja bem-sucedida é necessária uma compreensão profunda do contexto educativo, uma seleção e integração cuidadosas das tecnologias digitais e uma colaboração eficaz entre todas as partes interessadas envolvidas.

 

 Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia




Link do vídeo:

Moreira, J. A., Henriques, S., Barros, D., Goulão, F., & Caeiro, D. (2020). Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia. Coleção Educação a Distância e eLearning. Lisboa: Edições Universidade Aberta.

O texto discute a importância dos ecossistemas, da educação digital e do impacto da tecnologia na educação. Destaca a necessidade de uma abordagem equilibrada para incorporar ferramentas digitais e tecnologia na educação, reconhecendo ao mesmo tempo o valor dos métodos tradicionais. Os autores evidenciam o papel dos educadores na estimulação deste equilíbrio e na garantia de que os alunos estão equipados com as competências e conhecimentos necessários para ter sucesso no mundo digital. É realçada ainda a importância do pensamento crítico e das competências de resolução de problemas em ambientes de aprendizagem digitais e não digitais.

Além disso, o texto descreve os potenciais benefícios e desafios da incorporação de ferramentas digitais e tecnologia na educação, tais como a melhoria das experiências de aprendizagem e a expansão do acesso à educação. Por outro lado, enfatiza o potencial destas ferramentas para uma dependência excessiva da tecnologia. Os autores terminam ao deixar a mensagem sobre a necessidade de uma abordagem abrangente e ponderada para integrar a tecnologia na educação, enquanto reconhecem a importância dos métodos tradicionais e do papel dos educadores na orientação dos alunos para uma educação completa que os prepare para o cenário digital em constante evolução.








quarta-feira, 6 de março de 2024

Diálogo com uma Especialista em EaD: Experiências e Reflexão...

 

Modelos de Educação a Distancia  MED -12092 Dialogo com uma Especialista em EaD: 

Experiências e Reflexões...


Modelos de Educação a Distância: Entrevista com um Especialista em Educação a Distância. Embarcamos em uma jornada de aprendizagem colaborativa e análise crítica entre 5 e 26 de fevereiro.

Na primeira etapa, nos dividimos em grupos para entrevistar um especialista em educação a distância. Este foi um momento em que o especialista foi cuidadosamente selecionado, a entrevista planejada e o roteiro de perguntas finalizado. As questões foram cuidadosamente selecionadas tendo em conta o cenário que preparámos ao longo do semestre, com base na abordagem teórica desenvolvida na unidade curricular anterior.

Depois de definir metas e selecionar perguntas, o grupo compartilhou o roteiro da entrevista com o professor para revisão preliminar. Em seguida, o grupo convidado Dr. Continuamos a entrevista nos aprofundando nas experiências e pensamentos da especialista Daniela Melaré Vieira Barros.

Doutora em Educação pela UNESP – Brasil e em Educação pela UNED de Madrid. É Professora Auxiliar, de nomeação definitiva, no Departamento de Educação e Ensino a Distância (DEED) da Universidade Aberta (UAb). Atualmente é vice-coordenadora da Licenciatura em Educação, membro do Conselho Pedagógico e membro da Unidade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem da mesma Universidade (UMCLA). É investigadora integrada no Centro de Estudos Globais – Grupo Educação e Cidadania Global (UAb) e colaboradora do Laboratório de Educação a Distância e eLearning (LE@D- UAb) https://orcid.org/0000-0002-1412-2231

Dra. Daniela Melaré Vieira Barros


A seguir, foram transcritas as questões e uma síntese das respostas, acompanhadas de alguns fragmentos da fala da entrevistada, destacados em vermelho. 

Questão 01 - Como enxerga a viabilidade e os desafios da coexistência eficaz de diferentes teorias de aprendizagem no design e na implementação de cursos de EaD?

Em resposta, a entrevistada discute a evolução das teorias de aprendizagem na educação a distância, começando a partir do paradigma da presencialidade, destacando que as teorias na educação a distância foram moldadas pelo uso de mídias digitais, começando inicialmente com a televisão e posteriormente se refinando. Reforçou que a educação a distância atual é complexa e está em constante evolução, exigindo que os educadores se adaptem a novas teorias e tecnologias, porque “…tecnologia não é para educação. Nós que fazemos o processo de adaptação das mesmas (…) Quando sai uma app, quando sai um modelo de plataforma, nós temos que olhar aquilo com um olhar educacional e adaptar aquilo para a educação.  Esse é o nosso trabalho contínuo, complexo, diferente das outras áreas do conhecimento.” (Barros, 2024) Enfatizou ainda que as teorias de aprendizagem na educação a distância são únicas devido ao paradigma virtual, que inclui os paradigmas de tempo, espaço, interação, comunicação e ausência, resultando em uma forma diferente de aprendizado do tradicional ambiente presencial.

Questão 2.1. - Diversos estudiosos analisam os Recursos Educativos Abertos (REAs), as Práticas Educativas Abertas (PEAs) e os Massive Open Online Courses (MOOCs), destacando a importância de uma reconceptualização nos entendimentos tradicionais da ecologia de aprendizagem. Como percebe essa necessidade de reconceptualização nos contextos da Educação Online?

Questão 2.2. - Acredita que é relevante repensar os entendimentos tradicionais diante das mudanças na educação online?

Segundo a entrevistada, embora tenha havido inúmeros estudos analisando recursos educacionais abertos e práticas, é crucial reconsiderar conceitos educacionais tradicionais dentro do contexto da aprendizagem online. O ambiente de aprendizado online oferece características únicas e contribui para uma experiência educacional mais colaborativa e descentralizada.

“A educação online trouxe outro olhar para o processo ensino e aprendizagem, muito diferente do que havia, com muito mais recurso educacional, com muito mais rede de apoio, muito mais colaborativa, utilizando várias fontes, decentralizando do professor, fazendo com que as pessoas trabalhem de forma individual, mas ao mesmo tempo cooperativa e colaborativa, que interajam mais, que sejam capazes de ver a percepção do outro e não só a sua percepção.” (Barros, 2024)

Assim, a entrevistada argumenta sobre a necessidade de repensar entendimentos educacionais tradicionais para se adaptar ao cenário em evolução da educação online. Discute a evolução contínua da educação online e o papel da tecnologia nesse contexto, enfatizando a importância de se adaptar a novas ferramentas e serviços, que constituem um requisito contínuo de inovação e flexibilidade para os educadores.

Questão 3 - Com o incremento exponencial da Inteligência artificial, acredita que os professores poderão se tornar obsoletos e serem substituídos por essa tecnologia?

A conversa então se volta para o impacto da Inteligência Artificial (IA) na educação, com preocupações levantadas sobre sua possível substituição de professores à medida que se torna mais sofisticada e integrada a vários contextos educacionais. Apesar dessas preocupações, a entrevistada acredita que os professores não serão completamente substituídos pela IA, mas sim se adaptarão e continuarão desempenhando um papel essencial na educação. Segundo ela, “…a IA não faz nada se você não der um direcionamento pedagógico para ela, se eu não encaminhar, ela não serve para nada” e, além disso, “…a tecnologia é sempre o desafio e o diferencial da docência, é só o professor descobrir isso…” ( Barros, 2024).  A discussão também aborda a importância da participação e colaboração em ambientes de aprendizado, como em fóruns, e a necessidade de reimaginar seu papel em contextos online e offline com o surgimento da IA.

Questão 4 - Como a integração da Inteligência Artificial pode transformar as funções dos professores e redefinir o seu papel no processo educacional?

A entrevistada enfatiza que a IA é um tópico fascinante que existe há alguns anos, mas ganhou intensidade significativa devido aos avanços tecnológicos. Afirma que a IA tem o potencial de transformar os processos de aprendizado e redefinir o papel do educador. A palestrante então mergulha no tópico da Teoria de Aprendizado para IA e descreve a importância de desenvolver mecanismos para que os robôs aprendam semanticamente e oralmente, além de sistemas de arquitetura e análise. No entanto, essa forma de aprendizado é diferente do aprendizado reflexivo, histórico ou interativo. A entrevistada esclarece ainda que a IA não tem como objetivo substituir os professores; em vez disso, ela atuará como aliada. O papel dos professores é essencial para fornecer direção pedagógica à IA. Para ilustrar a importância da direção pedagógica, usa o exemplo de um professor gerenciando uma grande turma online, enfatizando que, sem essa direção pedagógica, a IA pode não alcançar os resultados de aprendizagem desejados. Enfatiza que, no geral, a tecnologia é uma excelente ferramenta para a educação, mas requer que os professores a abracem e aprendam a aproveitar seu poder. Por fim, a entrevistada encoraja os espectadores a questionarem o papel dos professores na era digital e desmistificarem concepções errôneas comuns sobre a substituição de educadores pela tecnologia.

Questão 5 - Quais são, em sua visão, as principais implicações éticas e práticas que as instituições e, em especial, os educadores enfrentam ao adotar essas tecnologias?

A entrevistada inicia a fala afirmando que “…As questões éticas no processo de ensino e aprendizagem com tecnologias nunca estiverem e não estão, todavia, de forma nenhuma bem definidas.” (Barros, 2024). Em seguida, discute a importância da análise crítica ao usar informações de fontes como o ChatGPT, enfatizando que, embora possa fornecer informações úteis, nem sempre está correto e deve ser tratado como uma ferramenta e não como uma fonte de conhecimento. Também aborda considerações éticas ao usar essa tecnologia e o processo contínuo de construção do conhecimento na educação, explicando que, embora o ChatGPT possa ser um recurso útil, deve ser usado em conjunto com pesquisa e referências adequadas. Enfatiza a importância de não depender exclusivamente do ChatGPT ou de qualquer outra IA como a única fonte de conhecimento, mas sim usá-lo como uma ferramenta complementar para auxiliar na aprendizagem, uma vez que "a IA não analisa, ela não compara, ela não atualiza se não for atualizada. Ela não sabe, quando eu falo, se é fato de “roupa” ou se é fato de acontecimento. porque ela não tem essa percepção. Eu tenho que explicar para ela isso.” (Barros, 2024)

Questão 6 - Quais acredita serem as tendências futuras esperadas no desenvolvimento e uso do Chat GPT na educação online?

Em resposta, a entrevistada discute a mudança da educação informal para a formal e a necessidade de adaptar os métodos de avaliação. O processo de avaliação atual requer diversificação, personalização e uma abordagem baseada em experimentação, com foco na colaboração entre pais e alunos, autoavaliação e uma forma de avaliação mais interativa e ética. No entanto, essa mudança apresenta desafios, especialmente em relação às certificações e aos padrões necessários. Sugere que, embora esses padrões sejam necessários para fins de certificação, eles também podem ser interpretados para alcançar o mesmo objetivo de maneira mais flexível. Neste trecho, a entrevistada compara o Chat GPT ao GPS para ilustrar como ela o percebe como um recurso útil, mas ressalta a importância de utilizá-lo de maneira adequada e consciente. Ela enfatiza que tanto o Chat GPT quanto o GPS são recursos valiosos em suas respectivas áreas de aplicação. A entrevistada descreve como inicialmente usava o GPS de forma emergencial, quando não conhecia o caminho para Lisboa, mas com o tempo aprendeu a ajustá-lo conforme suas necessidades e preferências. Assim como confiava no GPS para fornecer orientações precisas, destaca a importância de confiar no Chat GPT para obter informações relevantes, mas também de analisar criticamente suas sugestões e ajustá-las de acordo com sua própria perspectiva e necessidades. A comparação ilustra como a entrevistada percebe o Chat GPT não apenas como uma ferramenta útil, mas também como um recurso que requer análise e interpretação por parte do usuário, assim como o GPS.

Questão 7 Como os educadores podem se preparar para essas mudanças e integrar efetivamente essa tecnologia em seus métodos de ensino online?

A entrevistada discute a importância de se adaptar às tecnologias educacionais, como a inteligência artificial (IA), na sala de aula. No entanto, ela também reconhece as limitações de tais ferramentas e a necessidade de verificar as fontes confiáveis de informações que elas fornecem.

Expressa ainda sua percepção sobre o impacto do Chat GPT na educação, enfatizando que sua facilidade de acesso pode levar os alunos, tanto do ensino secundário quanto do ensino superior, a utilizá-lo sem reflexão crítica, resultando em uma abordagem superficial do conteúdo. Ela ressalta a importância de os educadores adotarem estratégias para incorporar essas ferramentas tecnológicas no processo de ensino, reconhecendo que a educação está em constante evolução e adaptação. A professora enfatiza que a tecnologia é intrínseca à sociedade moderna e que os educadores devem buscar formas de integrá-la de maneira eficaz para promover a aprendizagem significativa e a transmissão do conhecimento humano de geração em geração, pois Não só para si, mas para teus estudantes também. E para que tudo isso? Para garantir a aprendizagem do conhecimento humano que passa de geração em geração. Isso é educação.” (Barros, 2024)

Conclui dizendo que ignorar a tecnologia não é uma opção viável, e que o objetivo principal é garantir a aprendizagem dos estudantes em um contexto em constante transformação. 

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SÍNTESE DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES

A partir da transcrição da entrevista, foi possível extrair várias conclusões sobre o cenário da Educação a Distância (EaD) e o impacto das novas tecnologias na perspectiva da Doutora Daniela Melare Vieira Barros, as quais organizamos em tópicos e listamos a seguir:

Diversidade de Teorias de Aprendizagem na EaD: As teorias de aprendizagem na EaD evoluíram consideravelmente, desde o paradigma da presencialidade até o ambiente virtual atual. É essencial adaptar as teorias ao contexto específico da EaD, considerando seus paradigmas únicos. (Fernandes Gomes & Hernández Serrano, 2014)

Reconceituação na Educação Online: Há uma necessidade de repensar os entendimentos tradicionais diante das mudanças na educação online (Bartelle,2021), incluindo a adoção de Recursos Educativos Abertos (REAs) e Práticas Educativas Abertas (PEAs) para uma experiência mais colaborativa e descentralizada.

Impacto da Inteligência Artificial (IA): A IA está transformando o cenário educacional (Göçmez & Okur,2023), oferecendo oportunidades de personalização e automação, mas também levantando preocupações sobre a substituição dos professores. (Santos et al, 2023). No entanto, a IA deve ser vista como uma aliada que requer direção pedagógica dos professores. (Flores-Vivar& Garcia-Penalvo, 2023)

Considerações Éticas na Integração da IA: A integração da IA na educação online levanta questões éticas, como privacidade, equidade e envolvimento dos alunos (Du Boulay,2022). É necessário desenvolver diretrizes éticas sólidas para orientar o uso responsável da tecnologia.

Impacto do Chat GPT na Educação e Necessidade de Integração Tecnológica:

As tecnologias como o ChatGPT oferecem oportunidades de aprendizagem mais interativa e personalizada (Pimentel & Carvalho, 2023), mas também apresentam desafios, como a verificação de fontes confiáveis de informação. Os educadores precisam estar preparados para integrar efetivamente essas tecnologias em seus métodos de ensino online (Teixeira & Mota, 2020). A intrínseca relação da tecnologia com a sociedade moderna e a importância de sua integração eficaz para promover a aprendizagem significativa, além da importância de saber agregar esses recursos de forma positiva é destacada, concluindo que ignorar a tecnologia não é uma opção viável diante de um contexto em constante transformação.

Neste vídeo, apresentamos uma síntese  da entrevista:


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