domingo, 28 de abril de 2024

MPel_ Processos Pedagógicos em eLearning

 

        

Personal Learning Environment (PLE)


O conceito de Personal Learning Environment (definição, perspetivas, relevância)

O conceito de Personal Learning Environment (PLE), ou Ambiente Pessoal de Aprendizagem, reflete uma abordagem inovadora e cada vez mais relevante no campo da educação e da aprendizagem autodirigida. O PLE é definido como um sistema que um indivíduo usa para gerir a sua própria aprendizagem, sendo o seu “Eu” como dito por Stein (2008) citado (Rodrigues & Miranda, p. 32, 2013), “ PLE são pessoas” que controlam e gerem todo os seus processos de aquisição do conhecimento, agregando várias fontes de informação, ferramentas digitais, e ligações sociais.

PLE, uma Base no Futuro de Estrutura no E-Learning

O surgir da Web 2.0 e o desenvolvimento tecnológico, reconfigura o ensino e aprendizagem na web, beneficia e potencializa as mais variadas ferramentas interativas que tem vindo a surgir, o conceito de PLE (Personal Learning Environment), procura afluir as alterações culturais e sociais, com impacto que estas tiveram na Educação e na construção de novas aprendizagens. O conceito reúne a aprendizagem no aprendente e na importância das competências metacognitivas, na aprendizagem autorregulada, autonomia na reflexão, adequando o ensino às particularidades dos aprendentes do século XXI, que pretendem aprender, no entanto podem seguir vários caminhos na aprendizagem, utilizando várias ferramentas online e offline, estabelecendo os seus limites  e reconhecendo qualidade no ensino, como nos refere Mota (p.6 2009). Ao considerar um PLE, como parte de um ecossistema da aprendizagem, apoiado nas vantagens do computador, smartphone, tablet, etc., onde acedemos e utilizamos os serviços e servidores, aplicações, dispositivos sem fio, web, etc., tendo sempre em atenção, os impactos da Web 2.0 na conceção das plataformas de LMS (Learning Management Systems ou Plataformas de E-Learnig), havendo a necessidade de personalizar o espaço de trabalho do aprendente, garantindo os seus interesses pessoais e profissionais, referentes à aprendizagem formal e informal, baseada no perfis, como forma de criar conexões entre o utilizador e o software social, promover espaços sociais de conhecimento e de aprendizagem, visa a aprendizagem informal, a autonomia e a aprendizagem ao longo da vida, viabilizando assim colaboração e partilha do conhecimento, adequada á utilização de licenças creative commons, que permite a edição, alteração e republicação de recursos como concluímos em (Mota, 2009).


Do ponto de vista pedagógico, os PLEs são vistos como uma evolução natural no uso de tecnologia, promovendo uma aprendizagem mais personalizada e adaptada aos estilos e ritmos individuais. A perspetiva do PLE incentiva o aprendente a tornar-se mais autónomo, reflexivo e capaz de gerir o seu próprio desenvolvimento educacional. Os componentes de um PLE são extremamente variados, incluindo não apenas conteúdos acadêmicos formais, mas também recursos educativos abertos, redes sociais, fóruns, blogs, e até mesmo ferramentas colaborativas online. A importância do PLE no contexto educativo é amplamente reconhecida, especialmente numa era onde a aprendizagem ao longo da vida se tornou uma necessidade. O rápido avanço tecnológico e a consequente necessidade de atualização constante de habilidades profissionais impulsionam a importância de sistemas de aprendizagem que transcendam as fronteiras tradicionais da sala de aula. Os PLEs são particularmente significativos no ensino superior e na educação de adultos, onde a capacidade de adaptar a aprendizagem às necessidades e contextos específicos do indivíduo é crucial.

     Desenvolvimento e utilização do PLE para a aprendizagem em rede

Rodrigues e Miranda (2013), referem, o surgimento dos PLEs como a evolução das tecnologias educacionais e do crescente interesse na aprendizagem autodirigida e centrada no aluno. Os PLEs se afastam-se dos métodos tradicionais de ensino, que muitas vezes são limitados por estruturas e currículos, promovem assim uma abordagem mais flexível e personalizada à educação. O conceito baseia-se na ideia de que a aprendizagem ocorre em diversos contextos e não apenas em ambientes formais.

A aprendizagem em rede, por sua vez, refere-se ao uso de rede e comunidades online como espaços de aprendizagem colaborativa. Dentro de um PLE, a aprendizagem em rede apoia a aprendizagem colaborativa, os indivíduos podem conectar-se com os colegas e professores a nível global, contribuindo para a construção de uma comunidade, grupos de interesse, superando as fronteiras geográficas e disciplinares. A utilização de um PLE em contexto de aprendizagem em rede permite que os estudantes: colaborem com outros indivíduos que têm interesses semelhantes ou complementares, criando troca de ideias e recursos; acedam uma diversidade maior de perspetivas e conteúdos, enriquecendo sua aprendizagem e beneficiando de diferentes pontos de vista e abordagens; desenvolvam competências digitais e nas plataformas online, preparando-os para os desafios profissionais; caracterizem a aprendizagem, escolhendo os caminhos e os recursos que melhor adequam às suas necessidades, tanto pessoal com profissionais.





Concluindo, os PLE, representam uma abordagem flexível e adaptada que permite aos indivíduos explorarem e alargarem os seus conhecimentos de forma proativa, usando uma ampla gama de recursos e ferramentas disponíveis digitalmente. Sendo necessário a procura de um sistema de aprendizagem equilibrado, que sirva os interesses, na sua busca para aquisição das competências necessárias ao seu desenvolvimento pessoal, como refere Mota (2009, p.6). 
Esta metodologia não só fortalece a autonomia, como também os prepara melhor para enfrentarem os desafios de um mundo em constante evolução. Assim o conceito de Personal Learning Environment (PLE) ou um  Ambiente Pessoal de Aprendizagem, estão intrinsecamente ligados ao desenvolvimento e à utilização de redes de aprendizagem, fundamentais para a educação. Um PLE integra-se de forma ligado à aprendizagem em rede, proporcionando uma plataforma onde o indivíduo pode conectar-se, interagir e aprender através de uma vasta rede de recursos digitais e conexões humanas.

 

PLE - Contexto







O meu papel como utilizador e construtora do seu processo de aprendizagem

 


Como Educadora de Infância e, no meu dia a dia, utilizo várias ferramentas digitais que desempenham um papel importante no meu desenvolvimento profissional e na criação de atividades educativas para as crianças. Plataformas como Twitter, Google, YouTube, Chrome, Mozilla e Microsoft têm sido muito importantes para mim, proporcionando-me acesso a uma vasta gama de recursos e ideias que enriquece o meu trabalho.

O Google e o YouTube são fontes inesgotáveis de conteúdos educativos. Através destas plataformas, posso encontrar artigos científicos, vídeos educativos e atividades práticas que posso adaptar às necessidades e interesses das crianças. A constante atualização destes conteúdos permite-me estar sempre informada sobre as mais recentes metodologias e tendências na educação infantil.

O Twitter é outra ferramenta indispensável. Ao seguir especialistas na área da educação, posso partilhar experiências, obter novas ideias e inspirar-me com as práticas de outros profissionais. Esta interação contínua com a comunidade educativa global promove uma aprendizagem colaborativa e ajuda-me a inovar nas minhas abordagens pedagógicas.

As ferramentas da Microsoft, como o OneNote e o Outlook, são essenciais para a organização do meu trabalho. O OneNote permite-me planear atividades, registar observações e refletir sobre as minhas práticas pedagógicas. O Outlook facilita a gestão do tempo e a comunicação com os pais e colegas, tornando o meu trabalho mais eficiente.
Navegadores como o Chrome e o Mozilla não só são fundamentais para o meu acesso à informação, mas também ajudam a desenvolver competências digitais que posso transmitir às crianças. Os conteúdos multimédia, especialmente os vídeos do YouTube, tornam as aprendizagens mais dinâmicas e interativas. Utilizo canções, histórias animadas e jogos educativos para captar a atenção das crianças e motivá-las a aprender. Estas ferramentas permitem-me também personalizar as atividades, adaptando-as às necessidades específicas de cada criança e respeitando os seus ritmos de aprendizagem e interesses individuais.
A interconexão proporcionada pelas plataformas digitais facilita a colaboração com outros educadores, permitindo a partilha de práticas e a construção de um conhecimento coletivo. Participar em fóruns de discussão e grupos de trabalho online potencia a minha formação contínua e o apoio mútuo entre profissionais da educação.

Assim, a utilização de plataformas digitais como Twitter, Google, YouTube, Chrome, Mozilla e Microsoft contribui significativamente para a minha aprendizagem e desenvolvimento profissional. Estas ferramentas ajudam-me a criar atividades mais envolventes e eficazes, promovem a inovação pedagógica e facilitam a colaboração com outros educadores, melhorando, assim, as atividades com as crianças.

Referências Bibliográficas:

Mota, J. (2009). Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: Aprender na Rede.

         Dissertação de Mestrado, Versão Online, Universidade Aberta.

Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma   discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol. 2 (2).  Laboratório de Educação a Distância. Universidade Aberta. pp.5-21.

Rodrigues, P. & Miranda, G. (2013). Ambientes pessoais de aprendizagem: conceções e práticas. https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/9584/1/997-4403-1-PB.pdf

 

 



 



quinta-feira, 25 de abril de 2024

Ensino Híbrido - b-learning


MPeL_Ambientes Virtuais de Aprendizagem (MPeL) 2023

Ensino Híbrido -  b-learning

 


Nos nossos dias, marcados por a rápida evolução tecnológica e por uma necessidade crescente de adaptação dos métodos pedagógicos, a seleção de plataformas e tecnologias digitais adequadas para o ensino torna-se elementar. A escolha destas ferramentas deve ser dirigida por critérios bem definidos que garantam a eficácia e a inclusão no processo educativo

Num mundo cada vez mais dominado pela convergência do analógico com o digital, o desafio de integrar tecnologias de ensino nas salas de aula tornou-se uma realidade incontornável. Este novo paradigma, descrito por Moreira e Dias- Trindade (2020), exige que as instituições de ensino recorram a plataformas e tecnologias digitais que não apenas complementem, mas também acrescentem as metodologias pedagógicas tradicionais, promovendo deste modo um ambiente de aprendizagem híbrido e inclusivo.
A interatividade e colaboração são fundamentais neste novo contexto educativo, como Harasim (2015) sugere, onde a tecnologia deve servir como um catalisador para aumentar a inteligência humana, e não a substituir. Assim, as plataformas adotadas devem facilitar uma interação rica e produtiva entre todos os participantes do processo educacional, apoiando estratégias pedagógicas que incentivem a participação ativa e o aprendizado colaborativo.
Deste modo a seleção de plataformas e tecnologias digitais para a educação híbrida deve ser guiada por critérios rigorosos que considerem a flexibilidade, interatividade, suporte técnico, segurança e sustentabilidade financeira. A integração eficaz das tecnologias irá transformar os ambientes educacionais, proporcionando experiências de aprendizagem mais ricas e envolventes para todos os envolvidos.


O Conceito de b-learning (ensino híbrido). Este vídeo integra a proposta na Docência.
  

Referências Bibliográficas:

Moreira, J. A., Correia, J. & Dias-Trindade, S. (2022). Cenários híbridos de aprendizagem e a configuração de comunidades virtuais no ensino superior. Sinéctica, Revista Electrónica de Educación, (58), e1353. 

domingo, 31 de março de 2024

MPEL_ Avaliação em Contexto DE E´learning


Tema 1

Avaliação Pedagógica - Caminhos de mudança

Atividade 1

20 de março a 3 de abril



Competências a desenvolver

  • Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
  • Caracterizar a avaliação como processo de assistência à aprendizagem;.
  • Analisar os caminhos de reforma da avaliação na educação superior em articulação com os princípios teóricos descritos.


Orientações de Trabalho

1º) Escolha do par;

2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;

3º) Produção de um infográfico que dê conta da articulação entre as ideias e conceitos chave discutidos nos texto 1 com a análise apresentada no texto 2;

4º) Apresentação no fórum da Atividade 1 do infográfico produzido; (1 de abril);

5º) Debate entre os colegas de turma sobre as ideias apresentadas (1 a 3 de abril).






Resumo:

O melhor de dois mundos: Avaliação Tradicional ou Avaliação 2020

Avaliação 2020 para quando?

Senão vejamos as sete propostas para a reforma da avaliação no ensino superior:


  1. Flexibilidade metodológica: Propomos a adoção de uma abordagem mais flexível na avaliação, permitindo uma variedade de métodos e instrumentos avaliativos que atendam às diferentes necessidades dos alunos e dos cursos. Isso inclui não apenas exames escritos tradicionais, mas também outras formas de avaliação mais práticas e contextualizadas.
  2. Ênfase no feedback formativo: Reconhecemos a importância do feedback contínuo e construtivo para o desenvolvimento dos alunos. Propomos a implementação de práticas que promovam o feedback formativo ao longo do semestre, permitindo que os alunos identifiquem suas áreas de melhoria e desenvolvam suas habilidades de forma progressiva.
  3. Avaliação autêntica: Defendemos a utilização de situações e contextos autênticos na avaliação, que reflitam as solicitações do mundo real e incentivem a aplicação prática do conhecimento adquirido. Isso pode incluir estudos de caso, simulações, projetos de pesquisa aplicada e estágios práticos.
  4. Avaliação por competências: Propomos uma mudança de foco na avaliação, passando de uma abordagem centrada no conhecimento para uma abordagem centrada nas competências e habilidades desenvolvidas pelos alunos. Isso implica a definição clara de competências esperadas em cada curso e a avaliação do seu desenvolvimento ao longo do tempo.
  5. Transparência e accountability: Defendemos a transparência nos critérios e processos de avaliação, garantindo que os alunos compreendam claramente o que está sendo avaliado e como serão avaliados. Além disso, propomos mecanismos de prestação de contas que garantam a equidade e a justiça na avaliação.
  6. Avaliação inclusiva: Reconhecemos a diversidade de alunos no ensino superior e propomos práticas avaliativas que sejam inclusivas e sensíveis às diferenças individuais. Isso inclui a utilização de adaptações razoáveis para alunos com necessidades especiais, bem como a valorização de diferentes formas de conhecimento e expressão.
  7. Avaliação como processo contínuo: Finalmente, defendemos uma visão da avaliação como um processo contínuo e interativo, que ocorre ao longo do tempo e não se limita a momentos específicos o que implica uma abordagem mais inclusiva da avaliação, que valorize não apenas os resultados finais, mas também o processo de aprendizagem em si.


 Tema 2: A Avaliação na Educação Online



Assessment Strategies  for Online  Learning Engagement and  Authenticity de Diane Conrad e Jason Openo (2018), ao qual se juntarão outros textos complementares.

Competências a desenvolver:

  • Discutir a avaliação da aprendizagem online no ensino superior.
  • Identificar e caracterizar conceitos e estratégias de avaliação online que sustentam e orientam a mudança para uma nova cultura de avaliação.

 

Orientações de trabalho

Na atividadeO O trabalhar têm como objetivo as estratégias de avaliação online, designadamente tendo por base o livro: Assessment Strategies  for Online  Learning Engagement and  Authenticity de Diane Conrad e Jason Openo (2018), ao qual se juntarão outros textos complementares.  

Tendo em vista o desenvolvimento das competências enunciadas, os capitulos foram divididos pelos vários elementos da turma. Os capítulos foram trabalhados de acordo com as indicações dadas e no final reunidos os vários contributos, dando lugar à produção de um novo Recurso Educacional Aberto em língua portuguesa sobre esta obra, que será publicado no repositório Aberto da UAb e/ou na revista RE@D.

1) Seleção do capítulo do livro a trabalhar ou de um dos temas de aprofundamento propostos: https://shre.ink/8JPe


Summing Up + Appendix (Other Voices: Reflections from the Field) - por Fernanda Mestre


Capítulo 10


Introdução

O capítulo 10 de Conrad e Openo (2018) aborda a avaliação autêntica no contexto da aprendizagem online. Os autores questionam métodos convencionais, como testes de múltipla escolha, propondo alternativas que refletem as complexidades do mundo real, como projetos colaborativos, portfólios digitais e métodos de autoavaliação e avaliação por pares. Destacam a importância da pedagogia construtivista para uma aprendizagem significativa, onde a tecnologia é um componente crucial que enriquece a experiência educativa. A avaliação deve ser um processo integrado e enriquecedor, preparando os alunos para desafios reais e equilibrando as práticas avaliativas com uma filosofia de ensino coerente.

Resumo

O capítulo enfatiza a avaliação autêntica no contexto da aprendizagem online, especialmente nas ciências sociais e humanidades. Desafia métodos convencionais, propondo alternativas mais eficazes, como projetos colaborativos, portfólios digitais, autoavaliação e avaliação por pares, todas suportadas por uma pedagogia construtivista. A tecnologia é apresentada como essencial para enriquecer a experiência educativa. O capítulo conclui reforçando que a avaliação deve ser integrada e enriquecedora, equilibrando práticas avaliativas com uma filosofia de ensino bem fundamentada.

Análise Crítica Pessoal

O capítulo é relevante no panorama atual da educação, onde a aprendizagem online é uma componente crescente. A abordagem para repensar a avaliação digital é crucial, dado que práticas tradicionais não acompanham a complexidade das competências do século XXI. A avaliação autêntica prepara efetivamente os alunos para desafios práticos e teóricos. A tecnologia pode transformar a avaliação em uma ferramenta de engajamento e compreensão. Seria enriquecedor incluir mais exemplos concretos ou estudos de caso para orientar educadores na implementação destas metodologias. No entanto, o capítulo é um lembrete da necessidade de evoluir práticas avaliativas para responder melhor às necessidades educativas.

Conclusão

Os autores concluem refletindo sobre a jornada do livro e reafirmando que os conceitos e práticas apresentados podem transformar a avaliação online. A aprendizagem autêntica é vista como um objetivo alcançável, preparando efetivamente os alunos para desafios reais. É enfatizado que educadores devem entender profundamente suas filosofias de ensino para implementar práticas de avaliação de forma integrada e enriquecedora.




Apêndices - Outras Vozes

Introdução

Os apêndices oferecem reflexões e contribuições de colegas sobre a avaliação na educação de adultos. As reflexões são diversas, abrangendo tecnologias, estratégias e filosofias de avaliação, refletindo experiências e percepções individuais. As contribuições enriquecem o debate, oferecendo uma ampla gama de perspetivas e experiências.

Avaliação Total da Aprendizagem

Stephen Downes valoriza uma avaliação global da capacidade dos alunos, destacando a importância do progresso global ao longo do tempo, especialmente em ambientes de aprendizagem online.

Avaliando a Participação

Ellen Rose discute os desafios da avaliação online, focando na participação dos alunos. Ela questiona a prática de atribuir notas à participação, preferindo uma abordagem que envolve os alunos na avaliação de sua própria participação.

Marcação de Voz

Terry Anderson usa feedback de áudio para avaliar trabalhos dos alunos em cursos online, destacando a eficiência e o feedback detalhado proporcionado.

Avaliação Autêntica Usando Áudio

Archie Zariski utiliza tarefas de áudio em cursos de resolução alternativa de disputas, valorizando a escuta ativa e o feedback construtivo.

Avaliação Negociada

Beth Perry adota uma abordagem flexível, permitindo que os alunos negociem diretrizes de avaliação, promovendo maior responsabilidade pelo próprio aprendizado.

O Valor do Feedback e da Revisão

Julie Shattuck valoriza o feedback detalhado e oportuno, incentivando a avaliação colaborativa e a revisão por pares.

Autoavaliação Interativa Guiada

Dianne Conrad implementou um diário de aprendizagem para refletir sobre o processo de aprendizagem, permitindo uma autoavaliação mais profunda e feedback útil.

Implicações de um Professor de Medição de Experimentos

Rory McGreal estudou a avaliação de professores em um programa de Inglês como Segunda Língua, destacando que a satisfação dos alunos não reflete necessariamente a compreensão do conteúdo.

Portfólios Eletrônicos e Periódicos como Ferramentas Reflexivas para Avaliação

Lisa Maria Blaschke utilizou portfólios eletrônicos e diários reflexivos para feedback formativo contínuo.

Avaliação na Aprendizagem Online Utilizando Redes Sociais

Gurhan Durak utilizou redes sociais de aprendizagem e exames gravados em vídeo para garantir a integridade dos exames e fornecer feedback individual.

Usando Questionários para Avaliação em um MOOC

Noam Ebner usou questionários de múltipla escolha como ferramenta formativa em seu MOOC sobre Negociação, destacando a importância do feedback formativo.

Integrando a Avaliação no Ciclo de Aprendizagem

Susan Bainbridge integrou a avaliação ao ciclo de aprendizagem, permitindo revisão e reenvio de trabalhos após feedback.

Em Louvor à Avaliação Autêntica

Jon Dron critica exames tradicionais, preferindo métodos de avaliação que promovem aprendizagem individualizada, colaborativa e autêntica.

Análise Crítica Pessoal

Stephen Downes destaca a importância da avaliação global e contínua, mas sua aplicação prática pode ser desafiadora em contextos online. Ellen Rose promove a autodeterminação dos alunos, mas sua abordagem pode enfrentar resistência em ambientes tradicionais. Terry Anderson e Archie Zariski destacam o feedback de áudio como enriquecedor, mas sua implementação pode ser desafiadora. Beth Perry promove a negociação de diretrizes avaliativas, exigindo esforço significativo dos educadores. Julie Shattuck valoriza feedback detalhado e oportuno, mas essa abordagem pode ser demorada. Rory McGreal, Lisa Maria Blaschke, Gurhan Durak, Noam Ebner, Susan Bainbridge e Jon Dron destacam a inovação na avaliação, mas sua implementação prática pode enfrentar desafios em ambientes online.

Conclusão

Cada autor oferece contribuições valiosas para a avaliação na educação de adultos, mas a implementação prática de suas abordagens pode enfrentar desafios. A promoção de uma avaliação autêntica e contínua é essencial, envolvendo os alunos ativamente no processo de aprendizagem. O feedback detalhado, a revisão por pares e a reflexão sobre o desempenho são fundamentais para o desenvolvimento dos alunos. Incorporando diferentes perspetivas e experiências, este trabalho contribui significativamente para o debate sobre avaliação na educação.


https://youtu.be/gGPNl6aO_jE

Reflexão professor Domingos Fernandes no Webinar . Avaliar para Aprender

Práticas que podem fazer a diferença



INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO - Título do projeto de investigação – projeto hipotético A utilização do ChatGPT em Cursos de Ensino a Distância em Portugal: avaliação do impacto na aprendizagem dos estudantes

 


 

 

12150 23 INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO

 


Título do projeto de investigação – projeto hipotético

A utilização do ChatGPT em Cursos de Ensino a Distância em Portugal: avaliação do impacto na aprendizagem dos estudantes


Descrição do Problema:

Num cenário educacional em constante evolução, a integração do ChatGPT apresenta-se como uma oportunidade promissora para otimizar os processos de ensino e aprendizagem no Ensino Superior (Johnson et al., 2021). Contudo, a implementação desta ferramenta suscita questões pertinentes sobre o seu impacto no processo de ensino e aprendizagem (Smith, 2022). A maioria dos estudos existentes sobre a utilização do ChatGPT na educação são de natureza exploratória e carecem de evidências empíricas robustas que sustentem os dados apresentados (Smith, 2022).

Questões de Investigação:

1.      Como é utilizado o ChatGPT pelos estudantes do 1º ano numa universidade de ensino a distância em Portugal?

2.      De que forma o ChatGPT ajuda na sistematização do conhecimento e na compreensão dos conteúdos por parte dos estudantes?

3.      Em que medida o ChatGPT pode ser uma ferramenta eficaz para personalizar o ensino com base nas necessidades individuais dos estudantes?

4.      Qual é a perceção dos professores sobre a utilidade e eficácia do ChatGPT como recurso educacional?

5.      Quais são os desafios e limitações associados à implementação do ChatGPT no ES?

Objetivos

Este estudo de investigação visa compreender de que forma a utilização do ChatGPT facilita a aprendizagem dos estudantes num contexto de ensino a distância. Pretende-se compreender como os estudantes utilizam esta ferramenta no contexto da sua aprendizagem e de que forma esta tem respondido às necessidades individuais de cada aprendente (Brown & Green, 2020). Além disso, pretende-se também analisar, na perspetiva dos docentes, a sua visão sobre o uso desta ferramenta no processo de ensino e de aprendizagem. A aceitação e entendimento da utilidade do ChatGPT, por parte dos docentes, desempenha um papel fundamental na sua efetiva implementação (Garcia & Santos, 2020).

Por conseguinte, este estudo pretende fornecer uma visão abrangente sobre o impacto da utilização do ChatGPT nos Cursos de Licenciatura de uma instituição de ensino a distância em Portugal, contribuindo para um debate informado e para a otimização da integração desta tecnologia no contexto educacional do país (Carvalho et al., 2022).

Abordagem e método de investigação

Identifique e justifique a abordagem (positivista, pós-positivista, etc) e métodos de investigação (e.g. estudo de caso, investigação-ação, estudo misto, estudo fenomenológico, etc)

Abordagem Pós-Positivista “Qualitativo ou interpretativo”

“hermenêutico, naturalista, qualitativo ou ainda, mais recentemente, construtivista” (Creswell, 1994; Crotty, 1998; Guba, 1990)

(Coutinho, 2013).

Partindo do pressuposto que a ação humana é intencional é fundamental interpretar e compreender o seu significado num dado contexto social. Sendo que esta abordagem reconhece a importância da objetividade, mas também enfatiza a compreensão dos fenómenos sociais em contextos específicos e a interpretação dos dados à luz do contexto social e cultural. No estudo, a abordagem pós-positivista é justificada se o interesse em entender não englobar apenas os efeitos quantificáveis do ChatGPT, mas também as experiências e perceções dos participantes, considerando o contexto educacional e cultural específico de Portugal. Isto pode ser alcançado através de métodos mistos, como entrevistas semiestruturadas. combinadas com análise estatística. A natureza complexa do impacto do ChatGPT no ensino a distância requer uma compreensão holística, que não pode ser alcançada apenas por meio de métodos unicamente quantitativos ou qualitativos. A abordagem mista permite uma análise mais abrangente, integrando diferentes perspetivas e abordagens metodológicas. Para compreender a perspetiva dos professores reconheço a necessidade de realizar entrevistas semiestruturadas, explorando as suas opiniões sobre a eficácia do ChatGPT como recurso educacional e os desafios associados à sua implementação. Esta abordagem qualitativa permitirá uma compreensão aprofundada das perceções dos docentes e uma compreensão mais completa do impacto do ChatGPT no ensino a distância em Portugal.

Recolha de dados

Identifique os instrumentos de recolha de dados e explique como vai fazer a validação desses instrumentos. Vai recorrer a dados primários, secundários ou ambos?

A relação do investigador com a realidade, como a construção da teoria deve processar-se, “de modo indutivo e sistemático, a partir do próprio terreno à medida que os dados empíricos emergem (Creswell, 1994)”. Para este projeto de investigação, Bisquerra (1989), dá-nos o exemplo, dos métodos de investigação que “constituem o caminho para chegar ao conhecimento científico, (sendo) o conjunto de procedimentos que servem de instrumentos para alcançar os fins da investigação” (p. 55). (Coutinho, 2013). A metodologia de recolha de dados pode envolver tanto dados primários quanto secundários, dependendo das necessidades específicas e da abrangência da pesquisa.

Apresento algumas sugestões de instrumentos de recolha de dados e como os podemos validar:

Desenvolver um questionário estruturado que aborde o uso do ChatGPT pelos estudantes do 1º ano numa universidade de ensino a distância em Portugal; Validar o questionário através da revisão por pares de especialistas em educação e tecnologia educativa, garantindo a relevância e clareza das questões; Realizar um pré-teste com um grupo de estudantes para identificar quaisquer problemas de compreensão ou ambiguidade nas perguntas; Entrevistas Individuais ou em Grupo com Estudantes: Guia de entrevista semi-estruturada para explorar em profundidade as experiências dos estudantes com o ChatGPT, bem como a sua perceção sobre o impacto na aprendizagem; realizar entrevistas piloto para ajustar o guia de entrevista, garantindo que todas as áreas relevantes são abordadas de forma adequada. Além disso, assegurar que as entrevistas sejam conduzidas de forma consistente para obter dados fiáveis e comparáveis; Questionários aos professores: Desenvolver um questionário específico para os professores, abordando a sua perceção sobre a utilidade e poder do ChatGPT como recurso educacional; seguir um processo semelhante ao dos questionários aos estudantes, garantindo a validade do instrumento através da revisão por pares e de um pré-teste com um grupo de docentes; Analisar documentos institucionais, relatórios de pesquisa, publicações académicas e outros materiais relevantes para contextualizar e complementar os dados recolhidos; Verificar a credibilidade e relevância das fontes utilizadas, assegurando que contribuam de forma significativa para a compreensão do problema de investigação e para a discussão dos resultados; Para a validação dos instrumentos, é crucial garantir que estes são fiáveis e válidos, ou seja, que realmente medem o que se propõem a medir e que produzem resultados consistentes ao longo do tempo e entre diferentes grupos de participantes. Isso pode ser alcançado através de técnicas como a revisão por pares, o pré-teste dos instrumentos e a análise estatística dos dados recolhidos para verificar a consistência interna dos mesmos.

Análise de dados

Explique a técnica de análise de dados que vai utilizar no seu estudo (análise estatística inferencial, descritiva, análise temática, análise de conteúdo, etc). Vai recorrer a um software de análise de dados?

Para este estudo, a técnica de análise de dados mais apropriada seria uma combinação de análise descritiva e análise temática. A análise descritiva permitirá examinar os dados quantitativos sobre o uso do ChatGPT pelos estudantes, como frequência de uso, tipos de perguntas feitas e áreas de conteúdo mais frequentemente abordadas. Por outro lado, a análise temática será útil para examinar os dados qualitativos, como respostas abertas dos estudantes sobre a utilidade percebida do ChatGPT e os desafios enfrentados na sua utilização. Para analisar os dados, poderia ser utilizado um software de análise qualitativa, como o NVivo ou repositório aberto, para organizar e revisão da Literatura e os dados, enquanto para a análise descritiva, poderia ser utilizado o Excel ou o SPSS para visualização e representação dos dados quantitativos.

Limitações do estudo

Quais são as limitações do meu estudo? Reflita sobre a abordagem de investigação escolhida, recolha de dados, etc.

Este estudo enfrenta várias limitações e preocupações éticas que devem ser consideradas ao interpretar os resultados. Em primeiro lugar, a natureza da pesquisa pode limitar a investigação, a pouca literatura e dados sobre este tema em contextos educativo. Além de que se a recolha de dados se basear em métodos quantitativos, como questionários e análise de dados de uso do ChatGPT, é provável que não seja realçada a complexidade das experiências dos estudantes e professores. Assim, as perceções dos participantes podem ser influenciadas por viés de resposta, especialmente se houver uma predisposição prévia em relação à tecnologia. Finalmente, questões de acessibilidade e familiaridade com a tecnologia podem influenciar a participação e os resultados do estudo.

Quais são as limitações deste estudo?

Este estudo apresenta várias limitações, uma vez que os participantes podem ser selecionados e não representar toda a população de estudantes e professores do ensino a distância em Portugal. Além disso, a natureza dos dados pode introduzirem a erro. Também é importante considerar as diferentes possibilidades de resposta dos participantes, especialmente quando avaliam a eficácia do ChatGPT, podendo sentir-se pressionados a fornecer respostas socialmente desejáveis. Outra limitação potencial é a falta de controlo sobre outros fatores que podem influenciar a aprendizagem dos estudantes, além do uso do ChatGPT. Portanto, é essencial interpretar os resultados com cautela e reconhecer as limitações inerentes ao estudo.

Metodologia:

Para abordar as questões de investigação presentes no estudo, reconheço a necessidade de utilizar uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e quantitativos. Será realizada uma pesquisa quantitativa por meio de questionários online distribuídos aos estudantes do 1º ano de uma universidade de ensino a distância em Portugal, de modo a conseguir entender não só como utilizam o ChatGPT como também qual a opinião que contêm relativamente à sua utilidade e impacto na aprendizagem. Numa perspetiva metodológica quantitativa e qualitativa, numa visão de futuro, é importante ter em conta o apoio metodológico em vez do antagonismo tradicional (Crotty, 1998; Wiersma, 1995), tem de haver uma superação na ligação qualitativa/quantitativa, Coutinho (2013). Assim proponho, entrevistas semiestruturadas com professores para explorar suas perceções sobre o ChatGPT como recurso educacional, desafios associados à implementação e suas visões sobre sua eficácia no ensino a distância. A análise dos dados será realizada de forma integrada, permitindo uma compreensão abrangente do impacto do ChatGPT na aprendizagem dos estudantes e na prática docente. Esta abordagem permite uma compreensão aprofundada das perceções dos docentes, compreensão mais completa do impacto do ChatGPT no ensino a distância em Portugal.

 

Referências bibliográficas:

Brown, A., & Green, T. (2020). The Role of AI in Education: Current Progress and Future Prospects. Frontiers in Education, 5, 140. doi:10.3389/feduc.2020.00140

Carvalho, M., Oliveira, A., & Pereira, R. (2022). Technological Advances in Education: Implications for Teaching and Learning. Lisbon: Publisher.

Coutinho, C.P. (2013). Metodologias de investigação em ciências sociais e humanas. Teoria e prática. Coimbra, Almedina.

Garcia, S., & Santos, P. (2020). Emerging Technologies in the Classroom: A Guide for Educators. Porto: Publisher.

Johnson, L., Smith, R., & Silva, M. (2021). The Integration of AI in Education: Opportunities and Challenges. International Journal of Educational Technology in Higher Education, 18(1), 34. doi:10.1186/s41239-021-00269-x

Jones, D. (2019). Artificial Intelligence and the Future of Education. London: Publisher.

Smith, R. (2022). AI in Education: Current Trends and Future Directions. Journal of Educational Technology, 45(2), 89-104. doi:10.1234/jet.2022.0010

MPel_ Processos Pedagógicos em eLearning

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